Sobre o Rebatismo (anônimo)
Voz da tradição patrística presente na Catena Aurea (séc. III). Biografia em preparação.
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Mas visto que não está em nosso poder, segundo o preceito do apóstolo, "dizer a mesma coisa, para que não haja cismas entre nós";
Segundo este mesmo princípio, também aquele herege que, confessando o nome de Cristo, é morto, nada pode depois corrigir, se algo houver pensado erroneamente acerca de Deus ou de Cristo, ainda que, crendo em outro deus ou em outro Cristo, tenha a si mesmo enganado: não é confessor de Cristo, mas apenas no nome de Cristo; pois também o apóstolo prossegue dizendo: "E se entregar o meu corpo para ser queimado, e não tiver amor, nada me aproveita."
Pois diz João, a respeito de Nosso Senhor, em sua epístola, ensinando-nos: "Este é Aquele que veio por água e sangue, Jesus Cristo; não somente por água, mas por água e sangue: e é o Espírito que testemunha, porque o Espírito é a verdade. Porque três são os que testemunham, o Espírito, e a água, e o sangue: e estes três são um;"
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Além disso, penso também que não sem propósito dispusemos o ensinamento do Apóstolo João, que diz que "três testemunham, o Espírito, e a água, e o sangue; e estes três são um."
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Pois há de reconhecer qualquer um de nós como necessário que, seja qual for a última coisa que se encontre no homem a este respeito, é por ela que ele há de ser julgado, apagadas e obliteradas todas aquelas coisas que anteriormente fizera.
De modo que a invocação do nome de Jesus, a qual não pode ser abolida, não pareça ser tida por nós em desapreço; o que certamente não convém; ainda que tal invocação, se a ela não se seguir nenhuma daquelas coisas de que falamos, possa falhar e ser privada do efeito da salvação. Pois quando o apóstolo disse que havia "um só batismo"
E de novo, quando, usando um juramento, disse esta mesma coisa; e pela terceira vez, amaldiçoando-se e jurando, afirmou que não conhecia aquele homem, e não uma só vez, mas frequentemente, O negou.